terça-feira, 3 de agosto de 2010

Parte 3


Então, chegou o primeiro dia de aula. Eu pensei comigo "finalmente vou poder começar uma vida nova em uma escola, tendo a certeza de que ninguém me conhece" e fui confiantemente para a aula.

O nome do colegio era Davon high scool, quando cheguei conheci uma menina realmente muito emocionada.

-Oooooi - disse ela - meu nome é Linda, e o seu?

-Layla, você também é nova por aqui?
-Não, na verdade, entrei fazem uns 3 anos... foi bem quando eu me mudei pra cá
Eu me identifiquei com aquela menina e comecei a conversar com ela como se sentisse que iriamos virar melhores amigas.
-Você é de onde?
-Manchester. Lá é um lugar bem legal, mas aqui é beeem melhor... tem mais coisas, sabe? mais gente, mais lugares... sabe como é... capital...
Fiamos rindo por um tempo por causa da piadinha, logo ela perguntou:
-E você? Não é daqui, né?
-Não... como você sabe?
-Seu sotaque te entrega, só um escoces fala assim
-Nossa... acertou! Eu vim da escócia...
Bem quando eu ia falar um pouco de mim o sinal tocou e tivemos de ir para a aula.
Linda ficou muito feliz por sermos colegas, e resolveu sentar na classe ao lado da minha. Ela não parava de falar um minuto! Consegui perceber que era bem poular, pelo menos na sala de aula.
Dava para notar quais eram os novos alunos. Aqueles que prestvam atenção no professor, ficavam sozinhos, ou mesmo os que, como eu, ficavam observando o rosto e as atitudes de cada aluno.
No recreio Linda não desgrudava de mim, disse que seriamos melhores amigas, nessa hora me lembrei de Lorena e de Sally. Pensava em como estariam agora. Linda olhou para mim e perguntou:
-Você está bem, Layla?
Sai do transe e olhei para ela, uma menina baixinha com cabelo loiro e olhos escuros.
-Sim, sim.
-Saudades de casa? Das suas amigas, dos seus parentes que antes moravam perto de você?
-Sim - baixei a cabeça e comecei a olhar para o meu almoço. Uma gosma um tanto grudenta. Não consegui identificar o que era aquilo. Resolvi, então, não comer.
Fiquei com sono no resto dos 3 periodos.
Fui para casa com a pé, com Linda. Descobri que somos vizinhas. então fomos para casa juntas.
Pegamos 2 double decks pra chegar lá.
Entrei em casa, larguei a minha mochila na minha cama e fui para cosinha comer alguma maçã ou coisa parecida.
Dei uma mordida em uma maçã verde que tinha em cima da mesa, quando a campainha tocou. Tive uma surpresa ao abrir a porta e me deparar com duas pessoas exatamente iguais! Dei uma mordiada na maçã enquanto Linda me convidava para irmos ver um filme no cinema que tinha a duas quadras de nossa casa.
quando terminou disse que aceitava o convite e perguntei se a mulher que vira com ela era sua irmã gemia
-Ela? - Perguntou Linda apontando para a mulher - é a minha mãe
Eu fiquei pasma, como uma menina pordia ser uma replica exata da mãe?
Depois do filme a mãe de Linda nos deixou um tempo sosinhas. Linda ficou me falando todas as desiluzões amorosas que teve. A conversa me fez lemrar Dennis. O quanto eu sentia saudades dele e o quanto ele havia me magoado com aquele singelo "não". Novamente Linda ficou olhando para mim e perguntou:
-Ta tudo bem?
-Ta sim, eu só to com um pouco se sono - não gostaria de desabafar com a menina. Alias, eram aguas passadas, nunca mais eu o veria.
-E você? também gostava de algum menino, lá da Escócia?
-Sim... - ao dizer esse "sim" eu desabei, comecei a soluçar, as lágrimas não paravam de sair do meu olho. Queria conseguir falar, mas era forçada a falar em sílabas por causa dos meus soluços.
Linda tentava me acalmar, segurou a minha mãe e me guiou até um banco. Ficava me abanando com um panfleto que haviam lhe entregue.
Quando consegui me acalmar Linfa perguntou, ainda um pouco aflita.
-O que aconteceu?
-Bom, foi no ultimo dia em que eu fiquei na Escócia. Meus amigos resolveram fazer uma festa de despedida para mim. estavam todos lá... - comecei a contar todos os meus fatos tristes para Linda.
Ela me escutou seria, e ao final apenas disse:
-É, eu sei como é...
Acho que não resolveu continuar para eu não ter uma crise de choro novamente.
Ao chegar em casa, resolvi ir para o meu quarto mexer em alguns diários que eu tinha.
Comecei a ler apenas as páginas que falavam sobre Dennis. Associei tudo, todas as coisas que ele tinha me dito, tinha feito pra mim, me dado, tudo que todos tinham me dito...
Fiquei pensando sobre aquilo durante horas. A minha mãe já estava fazendo a janta e eu ainda estava pensando. Como uma pessoa, fazendo tudo o que fez pode não amar a outra?
Talvez ele tivesse medo de admitir, talvez ele não gostasse de mim como eu pensava e só fazia aquilo para me agradar, talvez isso seja tudo coisa da minha cabeça e, na verdade ele apenas me considerava uma pessoa muito legal e queria me conquistar para sermos amigos. Ou talvez não.
Eu acho que nunca vou descobrir realmente o que ele pensava, o que ele queria me dizer com cada palavra que ele que ele me dizia, cada presente que me deu, cada coisa que ele fez.
Não consegui achar nenhuma resposta para nada. nãoconseguia parar de pensar na festa e em tudodo o que tinha se passado

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